Cenário · O Brasil e o inglês

O Brasil que não fala inglês.

Apenas 5% da população adulta declara ter algum conhecimento de inglês. O dado é antigo, mas continua sendo o mais oficial que existe — e ele explica boa parte do que acontece dentro das empresas brasileiras todo dia.

01 · O retrato

Três números resumem o problema.

Pesquisa Demandas de Aprendizagem de Inglês no Brasil — British Council e Data Popular, o estudo oficial mais completo já feito sobre o tema no país.

5,1%
da população brasileira de 16 anos ou mais declara ter algum conhecimento de inglês.
Data Popular · Brasil em Perspectiva
10,3%
entre os mais jovens (18 a 24 anos). O dobro da média — mas ainda 9 em cada 10 pessoas que não falam.
Pesquisa British Council
91%
dos executivos do mundo dizem que o inglês é o idioma principal dos negócios internacionais.
Business English Index · Global English
02 · O nível

Mesmo entre quem fala, o nível é baixo.

Dos brasileiros que declaram saber inglês, quase metade está no básico. A consequência é direta: o mercado de trabalho convive com uma escassez crônica de profissionais capazes de operar em inglês de verdade.

Nível declarado entre quem fala inglês

Básico
47%
Intermediário
32%
Avançado
16%
Não sabe responder
5%
Fonte: Pesquisa Data Popular · Brasil em Perspectiva 2013
03 · As causas

O ensino básico não dá conta.

A Lei de Diretrizes e Bases prevê inglês na escola — mas especialistas, professores e o próprio governo reconhecem que a educação básica, pública ou privada, não consegue formar estudantes com proficiência. As razões são estruturais.

01

Carga horária insuficiente

Poucas aulas por semana, turmas grandes e sem laboratórios de língua. O exercício de comunicação oral fica inevitavelmente restrito.

02

Formação dos professores

Bacharelado em Letras seguido de licenciatura não prepara para a sala de aula real. Professores raramente têm condições de viajar para países de língua inglesa, o que limita sua própria fluência.

03

Foco em vestibular

O ensino se resume a regras gramaticais, leitura de textos curtos e testes de múltipla escolha. Falar e compreender quase nunca entram no currículo prático.

04 · O lado da empresa

RH valoriza, mas não exige. E aí está o gargalo.

A pesquisa ouviu profissionais de recursos humanos em todas as regiões. O retrato é o mesmo: candidato com inglês tem prioridade, recebe propostas melhores — mas a empresa acaba contratando quem não fala, simplesmente porque não há gente o suficiente.

"
Embora as empresas valorizem mais o candidato que conhece bem o inglês, não deixam de contratar os que não sabem a língua.
Pesquisa Demandas de Aprendizagem · British Council
01

Inglês é diferencial — não pré-requisito. RH testa em prova específica, mas raramente reprova por isso.

02

Em multinacionais de grande porte, o inglês é exigido em todos os níveis — da recepção à gerência.

03

Funcionários que falam inglês podem ganhar salários maiores na mesma função — prática comum, mas não consensual.

05 · Os obstáculos

Para o aluno, o problema raramente é vontade.

Quando a pesquisa perguntou a quem pretende estudar inglês por que ainda não estuda, os obstáculos foram quase sempre práticos. Não é falta de querer.

Por que ainda não fazem um curso de inglês

Não tenho tempo
72%
Os preços são muito altos
65%
Não tenho dinheiro
34%
Demora muito para ver resultado
22%
Não se adequa ao meu trabalho
18%
Fonte: Pesquisa British Council · base 360 respondentes que pretendem cursar inglês
88%

dos que pretendem começar dizem que o curso não pode durar mais de dois anos. O método tradicional perde o aluno antes de ele virar fluente.

50%

colocam fala como a competência prioritária a desenvolver. 37% pedem compreensão oral. Gramática vem depois.

R$ 480

é o gasto médio mensal somando matrícula, material e mensalidade — entre 20% e 52% do salário médio do público estudado.

06 · A conclusão da pesquisa

O curso ideal, segundo o próprio brasileiro.

Esta é a definição literal que aparece na conclusão do estudo. Foi a partir dela que a gente desenhou o GoFlow Academy.

01

Mensalidade acessível

Não competir com faculdade ou MBA pelo orçamento.

02

Aulas dinâmicas, faladas em inglês

Forçar a comunicação desde o primeiro dia, antes mesmo da gramática.

03

Duração aproximada de 2 anos

O aluno não acredita em curso de 6 meses, mas também desiste de cursos longos.

04

Conteúdo instrumental

Inglês conectado ao dia a dia profissional — não livro genérico.

05

Atividades extraclasse

Cultura, conversação, eventos. A sala sozinha não basta.

06

Suporte online

Para encaixar na rotina, não para substituir o professor.

É exatamente esse curso que o GoFlow Academy oferece dentro de empresas brasileiras. Antes da pesquisa virar pesquisa, já era a nossa prática.

Conhecer a metodologia →
Fonte primária

Demandas de Aprendizagem de Inglês no Brasil

Pesquisa elaborada pelo Instituto Data Popular para o British Council (2014). Etapa quantitativa com 720 entrevistados de 18 a 55 anos, classe média e baixa classe alta, em todas as regiões do país. Etapa qualitativa com profissionais de RH, especialistas e agentes governamentais. Permanece como o estudo oficial mais completo sobre demanda de aprendizagem de inglês no Brasil.

Ler a pesquisa completa (PDF) →